Não vá pelos Caminhos da Floresta!

Depois de Mary Poppins, Cantando na Chuva e O Mágico de Oz, temos mais um musical para chamar de “clássico”: Into the Woods (Caminhos da Floresta).

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Para quem andou alienado, pensando na morte da bezerra, Into the Woods é o mais novo musical da Disney, que tem estreia prevista para o Brasil no dia 29 de janeiro, e que já tem indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para ninguém mais, ninguém menos do que Meryl Streep.

Inspirada na peça de teatro de mesmo nome, a história traz os clássicos Cinderela, João (do pé de feijão), Chapeuzinho Vermelho e Rapunzel, em uma mistureba que deu muito certo! A bruxa (Meryl Streep), é na verdade a bruxa da história da Rapunzel – que em geral é uma vilã meio sem graça, mas tudo bem – e amaldiçoou a família do padeiro, então família de Rapunzel, a não dar continuação à geração. Contudo, o sonho do padeiro e sua esposa é justamente constituir uma família, assim, serão capazes de tudo (ou quase tudo) para realizar o desejo da bruxa, que no caso é juntar quatro artefatos: uma capa vermelha como o sangue, uma vaca branca como o leite, um cabelo amarelo como o milho e um sapato puro como o ouro, para recuperar sua juventude antes da lua azul (vide Smurfs).

INTO THE WOODS

O conto flui muito natural. Diferente do que eu esperava, há muita história a ser contada, com isso, o tradicional é contado de uma maneira rápida. Não quero dizer que eles correm com o filme, desvalorizando, eles correm como em um resumão do tipo “você já conhece, não precisamos bater nessa mesma tecla”. É engraçado, bem divertido, há uma imensa referência teatral, inclusive em cenário e iluminação. É maravilhoso!

Não me surpreende a falta de indicação ao Oscar por canções originais. São boas, mas nada do tipo “Minha nossa! Vai entrar para a história”. Contudo, a emoção em dados momentos é incontrolável. São ótimos atores, fazendo um trabalho que foge do convencional.

INTO THE WOODS

No início, tive um certo receio com a escolha do elenco. Meryl, Emily Blunt, James Corden, Chris Pine e Daniel Huttlestone, certamente salvariam o filme. Mas uma Cinderela representada pela eterna amiga Crepúsculo, Anna Kendrick, me fez temer! A voz é boa, claro, mas o visual não correspondia muito aos moldes do clássico, porém Into the Woods não está tão preocupado com moldes, por fim, foi com certeza um acerto. Lilla Crawford, por sua vez, não me parecia uma menina frágil, como a boa e velha Chapeuzinho Vermelho, mas deu um show! A menina é um prodígio, com expressões completamente caricatas, voz potente e performance que te transporta para a década de 30 em um piscar de olhos.

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Em geral, o filme é magnífico! [SPOILLER/] Johnny Depp tem aproximadamente duas cenas rápidas e metade do elenco morre! [/SPOILLER] O texto é muito bem construído, harmônico, encantador e emocionante. A produção é impecável. E a Disney surpreendeu ao, finalmente, trazer um filme de conto de fadas com um tom dark dramático, mesmo salpicado em humor hora ou outra. Fantástico!

Vídeo de uma das melhores cenas de Meryl Streep, que postei na minha conta pessoal do Instagram

Ainda estou sob o efeito mágico desse filme [SPOILLER/] sem final feliz [/SPOILLER]! E para ele, vão minhas quatro xícaras encantadas!

Xícara de avaliação QUATRO

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Guilherme Morais

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