EDM – O Delírio Mainstream da Música Eletrônica‏

Você já curtiu com EDM? Já se sentiu influenciado? Deixou sua mente vagar enquanto curtia a brisa? Mas afinal,  O QUE É EDM?

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Segundo a senhora das informações, a grandiosa Wikipédia, EDM é: o nome dado a música eletrônica, que é produzida principalmente para uso em casas noturnas, ou em um ambiente que é centrado na dança e entretenimento, como clubes, raves ou festas. A música é em grande parte criada para uso por disc jockeys e é produzido com o intuito de ser ouvido dentro de um DJ set contínuo, onde o DJ progride de uma música para a outra através de uma sequencia sincronizada ou ‘mix ‘.

A sua origem remonta a fusão da disco music e dance music americanas com a música eletrônica de grupos europeus, em especial o Kraftwerk, nos anos 1970. Alguns exemplos de bons produtores da EDM hoje são: Qlaumer, Bettencourt, JonesB, Jhow Mark, FREP, PANNIC, L. Moura, Calvin Harris, Avicii, David Guetta e Hardwell.

A música eletrônica em seu início tinha o foco no mainstream (comercial) ou underground, contudo existe um conflito na definição de um e de outro perfil da música, que vai além da forma ou foco com que é feito, mas hoje tem como fator preponderante o alcance que a música pode vir a ter e o sucesso que ela pode vir a fazer.

A EDM entra como uma sigla que agrada essa situação, tenta colocar ordem na casa e facilitar sua divulgação, ela é eletrônica, dançante, as vezes com grooves pesados, característicos das tracks under, mas como vocais arrebatadores de multidões e que caem nas graças populares como pipoca.

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Produtores, além de tentarem cruzar gêneros, para tornarem responsáveis por uma criação inédita, vem mastigando cada vez mais as influências de cada um para vender um som mais palpável e audível para as massas. Mayer Hawthorne trouxe o Pop em seu último registro. Ryan Hemsworth recheia sua produção experimental com Hip Hop. Até Coldplay e Maroon 5 deixaram suas antigas influências para construírem algo mais comercial. Isso ajuda? E quando se populariza um gênero eletrônico no intuito de torná-lo mainstream? Com a intenção de comercializá-lo mais fácil e captar cada vez mais fãs e, consequentemente, mais dinheiro? É onde entra a tão falada EDM.

Hoje, a EDM é uma compilação de muito o que a maior indústria fonográfica (principalmente americana) constrói para os fãs de música eletrônica de massa. A sigla já separa de forma nítida o que é mastigado e feito de forma a agradar e apenas movimentar corpos. Mas essa compilação não é restrita. Existe EDM no House (principalmente), no Electro, Trance, Dubstep, Trap e até no Techno. A diversidade barra na regra de número 1: canções com vocais grudentos pra te fazer gritar olhando para luzes do palco, introduções com synths a te fazer movimentar o braço para cima em festivais e, muitas das vezes, um drop nada agressivo porém estimulante o suficiente para te fazer pular. Tudo com muito ruído branco e progressões esticadas. O gênero estourou depois de ampla mistura com o Pop e Hip Hop comercial nos EUA.

Estamos falando de uma onda tipicamente, como foi dita, norte-americana. O gênero chega de leve no Brasil, na Europa seu peso é menor (por uma cena muito concreta de Techno, Dubstep e French House tradicionais em países distintos), e não foge muito disso. Mas isso não indica que o EDM tem seus dias contados. Cada vez mais o festival Tomorrowland (na Bélgica) ganha notoriedade e credibilidade. Cada vez mais empresários investem em festivais novos de música eletrônica, o mundo percebeu que hoje os jovens têm mais contato com uma balada durante um final de semana qualquer do que com um show de Rock, por exemplo. Os Estados Unidos ainda é a maior exportadora de música pro mundo e enquanto houver dinheiro, mais dinheiro haverá. Ou seja, quanto mais o EDM fica forte, mais forte o EDM fica.

 Céticos criticam esse movimento e dão prazo de validade, eu já penso o contrário. Dentro de um universo cheio de ramificações que é a música eletrônica, a EDM vem para popularizar o gênero, vem para desmistificar, desamedrontar e nivelar como apenas mais um estilo musical, não melhor nem pior, tão bom como Chopin ou Beatles.

 Um beijo e te aguardo para mais um DELÍRIO musical,
Cleiton Marcondes

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