O Doador de Memórias – Uma crítica à liberdade corroída

Com certeza uma das melhores críticas sociais cinematográfica feitas nestes últimos lançamentos. Este é o tipo de filme que te faz pensar, repensar e repensar. Mais que isso, você é transportado para uma dimensão de emoções indescritível. E você sai da sala com uma única sensação: de liberdade!

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Superou e humilhou qualquer expectativa que eu tive para com o filme, não acredito ainda que se passaram uma hora e meia de filme, ainda acho que vinte minutos foi o tempo usado, eu quero mais, eu realmente quero mais!

The Giver (O Doador de Memórias) é o tipo de filme que tem o nome clichê e lhe trás um longa repleto de clichês inesperados contados de uma forma inesperada. É surpreendente e emocionante. O filme trás uma visão futura sobre o nosso presente em uma perspectiva delicada.

Não é apenas a história de um romance, é o bem representado pelo amor em geral contra o mal. Afinal, a corrosão da sociedade dada pelos sentimentos ou a mesmice controlada, para uma vida pacata e segura, é mais válida? São fragmentos como estes que são tratados no filme.

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Jonas (Brenton Thwaites) é o escolhido, de uma pequena sociedade utópica, para ser o receptor de memórias. Que é o cargo de maior importância social. Ele é designado a conhecer toda a história da existência humana, para tanto: as emoções. Com isso, Jonas volta a enxergar cores – antes banidas por um remédio diário, evitando que os indivíduos tenham criatividade e sensações – e a sentir coisas até então estranhas para ele, dentre elas o amor.

E o amor o move a fazer loucuras, quebrar regras e desejar que a sociedade volte a sentir. Com destaque a sua fala de hesitação quanto à sua nova missão: “Mas por que eles fizeram isso?” (sobre os sacrifícios animais). Assim, Jonas descobre como acabar com a barreira da ilusão e vai em busca disso.

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Não existem vilões na história, existe a anciã majoritária, Chief Elder, vivida pela maravilhosa Meryl Streep, que apenas mantém a ordem na “vila”. Meryl está – não surpreendentemente – maravilhosa, calma, autoritária, perfeita.

Gabe é o personagem por quem vocês irão se apaixonar, que é um neném mais do que fofo e risonho e, ainda, expressivo. Têm uma importância inexorável dentro da trama. Taylor Swift, por sua vez, faz uma participação especial bem descartável – a personagem é interessante em citações, mas as aparições são bem fracas.

Há um diálogo em especial que fará você vibrar. É entre Meryl Streep e Jeff Bridges (O Doador), personagem responsável por mostrar as memórias à Jonas, em que a personagem de Meryl defende os perigos do amor, a matança e fome que a sociedade foi jogada pela ganância e descontrole de seus próprios sentimentos e O Doador defende: “podemos fazer melhor!”. Me arrepio só de lembrar.

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O filme faz variações entre o futuro – a história de Jonas – com fatos atuais e mais antigos da nossa real sociedade. O que posso dizer é que você vai se pegar sorrindo, chorando, vibrando, torcendo e pensando. Não há como sair da sala de cinema pensando em como é linda a nossa raça e como realmente podemos “fazer diferente“.

Para toda essa troca de emoções muito bem feitas aqui vão minhas quatro xícaras e meia para O Doador de Memórias:

Xícara de avaliação QUATRO E MEIA

Um café e uma pipoca, por favor.
Guilherme Morais

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