Anna vai dar um nó na sua cabeça!

O filme começa com tudo. De cara a primeira cena nos deixa em uma angústia que termina dando um na nossa cabeça. “O que aconteceu? Quem estava ali? Não estou entendendo nada!” são as reações compartilhadas por todos os expectadores que, certamente, permanecerão com os olhos estalados na tela.

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Em seguida, uma história tonta de genes mutantes habitando nas pessoas começa e, junto, aos poucos desenvolve a explicação da cena inicial. Esses mutantes não são a estilo X-men, tentando se esconder, soltando fogo pelas mãos e usando colãs. Na realidade são praticantes de algo mental, quase como uma mediunidade. Eles seguram as mãos alheias e absorvem para si acontecimentos da vida do sujeito. Com isso, esses mutantes passam a prestar serviço para a polícia na identificação de crimes. Só há um problema: pessoas com QI’s avançado podem confundir a cabeça dos leitores mentais, para acreditar em uma mentira criada pelos lidos, ou seja, não é cem por cento confiável.

A loucura começa quando o personagem principal, vivido por Mark Strong, está prestes a falir, após uma triste fase de depressão – se eu falar o motivo serei SPOILER -. E para evitar a crise, John procura seu ex-chefe em busca de um novo caso. Após hesitação da parte de seu chefe, pelo fato de John ter ficado parado por muito tempo, John recebe o seu novo caso: Anna.

Anna, na pele de Taissa Farmiga, é na verdade uma menina muito inteligente (MUITO) vivendo na presença de uma família turbulenta, carregada de segredos e com uma conta bancária cheia de casas decimais. Acontece que por trás de toda essa inteligência e carinha de anjo, a menina transborda mistério e um grande ponto de interrogação. E ao ler a mente da garota uma guerra de manipulação entre os fatos aparentes e os fatos verdadeiros, pais de Anna contra a própria Anna, começa.

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O suspense segue fazendo você contorcer a sobrancelha em tentar decifrar o que está acontecendo. É daqueles tipos de filmes alá “A Favorita“, que divide opiniões entre quem é o certo e quem é o errado, quem é a mentira e quem é a verdade. E para melhorar tudo, o personagem principal passa a ser um espelho de quem está assistindo: fica a espreita dos acontecimentos do filme, ele é o que começa a pirar e tentar desvendar todo o mistério em volta do caso da menina Anna.

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O final, dirigido por Jorge Dorado (A Órfã), lhe faz vibrar, eu garanto! Tudo é impecável, desde atuação até o roteiro. E sem sombra de dúvidas, o filme Anna, recebe de mim quatro xícaras de avaliação transbordando de qualidade!

Xícara de avaliação QUATRO

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Guilherme Morais

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