A Culpa é de John Green!

Um de nós assistiu o filme (Guilherme Morais), outro leu o livro (Dinhu Simões) e os dois falarão sobre a história neste mesmo texto! A obra? A Culpa é das Estrelas.

O LIVRO (Dinhu Simões)

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O livro mais lido, e o mais comentado nos últimos meses! Tudo por conta do filme no qual o livro deu origem, mas vamos deixar o filme de lado e nos concentrar no livro! Tem livros que não são livros, são filhos! Esse se tornou o meu queridinho. Ele conta a história de uma adolescente que sofre de câncer e não está nos seus melhores dias, o nome dela é Hazel Grace Lancaster, tem 16 anos e adora ler, o mesmo livro: Uma Aflição Imperial.

Em um belo dia, a mãe obriga ela ir a uma reunião para pessoas com câncer (para ela se enturmar com outros adolescentes da sua idade), esse dia mudou a vida dela pra sempre. Ela conhece Augustus Waters, o menino boa pinta que todas as meninas queriam! Ele sofreu com um câncer chamado: osteosarcoma, e acabou ficando sem uma das pernas, mas mesmo assim não perdeu o seu encanto. E no mesmo instante ambos se gostam, mas – como todo bom romance – não deram o braço a torcer no primeiro contato!

Gosto da parte em que eles estão na reunião de grupo quando o Patrick  (responsável pelo grupo de apoio) pergunta:

– Augustus, talvez você queira falar de seus medos para o grupo.

– Meus medos? Eu tenho medo de ser esquecido – disse ele de bate-pronto. – Tenho medo disso como um cego tem medo do escuro.

Realmente, acho que todos um dia sentiram medo de ser esquecido! E é uma das piores sensações que pode acontecer! Depois disso, eles começam a viver um “pequeno infinito”!

Uma história de amor linda, onde ambos estão se descobrindo! GUS e HAZEL, para os íntimos, se tornaram o casal mais fofo, na minha opinião. O livro é bem triste, não é aquelas historinhas de adolescentes onde tudo da certo, infelizmente no caso deles as coisas não são tão simples.

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Chorei muito lendo o livro e fiquei com uma dorzinha por ele ser tão curto, queria mais umas 500 páginas, ou melhor que ele nunca chegasse ao fim, pelo menos não iria saber o final. Mas acabei e fiquei sabendo o que aconteceu, não contarei para vocês, porque aí perderia toda a graça, então pra você que ainda não leu corre pra ler, não vai se arrepender.

Três xícaras e meia de avaliação para o livro!

Xícara de avaliação TRES E MEIA

O FILME (Guilherme Morais)

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Digamos que estava com expectativa 7, entrei com expectativa 8 e atingiu à expectativa 7! Será comum no cinema ver pessoas passando com a maquiagem derretida (no caso das mulheres), nariz vermelho e o insistente nariz escorrendo! E é muito provável que ali houve uma sessão do filme.

Fui ao cinema sabendo da história e o que iria encontrar (ao menos achava que sim). Costumava chamar de “segundo Amor Para Recordar” e aqui retiro todas as vezes que fiz essa citação precipitada. O filme foge de todos os clichês já vistos (com exceção da cena do beijo entre os protagonistas aonde tudo ia bem até ser estragado pela desgastada cena em que todos ao redor aplaudem sem mais nem menos o beijo dos jovens. Pude ver o filme sendo passado em breve na Sessão da Tarde da Rede Globo)!

A história é recheada de “ons”, risadas e choros durante o filme inteiro. É muito bonito como o autor conta uma história de uma batalha, mas a mostra em segundo plano, dando destaque ao amor construído entre dois jovens na luta contra o câncer. Porém, apesar dos destaques escolhidos pelo próprio autor, para mim o mais emocionante são os pais do combatentes e como eles se esforçam sem preguiça ou falta de esperança para que seus filhos estejam confortáveis e felizes com suas atuais vidas, garantindo abertamente que morreram bem – fato que pode acontecer a qualquer momento.

É tudo muito delicado e divertido ao mesmo tempo. A aflição é sempre camuflada pelos personagens com algum desejo ou outro que parece tão simples para uma pessoa saudável, como no caso da principal, Hazel, que anseia ir à Amsterdã exigir que o autor de seu livro preferido lhe conte o final do livro, que terminou com a metade de uma frase.

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Apesar de um filme muito adolescente, os atores – vítimas de uma repulsa instantânea dos leitores do livro – fizeram um belo trabalho! Shailene Woodley (Hazel Grace) é uma adolescente frágil e passa uma imagem de menina no corpo de mulher com facilidade, a começar pela sua voz tão docemente rouca e seus olhinhos suplicantes para “viver mais“, foi muito dignoAnsel Elgort (Augustus Waters), por sua vez, me conquistou apenas pelo fim do filme, aonde cenas mais fortes exigiram dele uma atuação de verdade, aonde pude ver um menininho preso no corpo de um homem desejando ter esperança, mas sem forças para isso; A partir daí é muito bonito todo o trabalho que ele faz com o personagem, parece que aí, finalmente, o ator se conectou ao personagem. De resto, dois atores me chamaram a atenção, os pais de Hazel, Laura Derm e Sam Trammel, que aparecem tão afetuosos com a filha e entre si, dispensando as friezas norte americanas de costumeLaura Derm, em sua particularidade, foi incrível!

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A direção… Ah a direção. Que magnífica a calma com que Josh Boone deixou a trama se desenrolar; como ele fez com que as cenas fluíssemacontecessem, tornando-as tão humanas, tão reais, tão fáceis de assimilar à nossa própria adolescência. É impecável a escolha de como cada cena seria realizada, é coisa de gênio. Apenas aplausos!

A trilha sonora, por sua vez, pecou! E muito! Poucas as músicas se salvam naquele filme, a instrumental é uma delas, e se salva com glória, sentia como se estrelas estivessem se movendo lentamente no céu. Em contrapartida, as músicas cantadas (a maioria) não foram de bom gosto, eram grosseiras e muito desconectadas da história, pareciam não acompanhar o que aquele filme propunha.

Em geral, você espera entrar na sala de cinema e tomar uma boa lição de vida. Daqueles que lhe farão flutuar em seus pensamentos todas as noites antes de dormir por um bom tempo. Mas é surpreendido por “apenas” mais uma história de amor cinematográfico. É possível chorar com as emoções dos personagens, mas nada além disso, nenhuma reflexão, nenhuma lição de vida, nada!

Sendo assim o filme “A Culpa é das Estrelas” leva de mim três xícaras, muito bem desfrutadas, de avaliação!

Xícara de avaliação TRES

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Beijos Cinéfilos e Leitores, lhes espero para um café! Dinhu Simões e Guilherme Morais.

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