Hi-tech

Cercada de muita expectativa, estreia hoje, na faixa das 19h, “Geração Brasil”. Comandada pelos autores Filipe Miguez e Izabel de Oliveira (os mesmos de “Cheias de Charme”, último grande sucesso das 19h – aliás, mérito esse que foi citado nas primeiras chamadas da novela, no mês passado) e dirigida por Denise Saraceni (“Saramandaia”, “Passione”), a novela vem para tentar alavancar a audiência do horário, cuja antecessora, “Além do Horizonte”, foi responsável por derrubar – como nunca.

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Geração Brasil” vai contar a história do milionário Jonas Marra (personagem que marca a volta de Murilo Benício às novelas, após o popular Tufão, de “Avenida Brasil”), responsável por criar um computador pessoal e de baixo custo, que se tornou coqueluche e o enriqueceu. Mas, por conta de um segredo, Jonas precisa encontrar um sucessor à altura para comandar o seu império. Para isso, ele volta ao Brasil com a família (a atriz Pâmela Parker – Cláudia Abreu – e a enteada bad girl Megan – Isabelle Drummond) para procurar esse possível sucessor.

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A trama de “Geração Brasil” aposta fundo em personagens populares e cômicos para capturar o telespectador. Porém, o pano de fundo é um tema que, desde sempre, é persona non grata das telenovelas: tecnologia. Falar disso, pelo menos na teledramaturgia, nunca arrastou grandes adeptos. Foi assim em 1984, quando Lauro César Muniz (“Roda de Fogo”, “O Salvador da Pátria”) lançou “Transas e Caretas”. A novela, que tinha uma casa toda moderna (para ter uma ideia, o mordomo era um robô), não caiu nas graças dos telespectadores e, exceto pela abertura inovadora, quase não é lembrada. Anos depois, “Tempos Modernos” (2010) amargou a até então pior média de audiência do horário das 19h, após apresentar uma trama ambientada em um moderno edifício. Por fim, “Morde e Assopra”, de 2011, propôs, sem sucesso, o amor entre um androide (Naomi, Flávia Alessandra) e um humano (Ícaro, Mateus Solano).

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Pode ser que, com “Geração Brasil”, a inserção de tecnologia dê certo. Afinal, a trama não tem personagens robôs nem fica batendo na tecla da modernidade em demasia. Nesse caso, é realmente um pano de fundo, um cenário, que casa direitinho com o nosso dia a dia. Além do mais, a grande pegada da nova novela nem é o debate sobre a tecnologia, mas sim o momento de evidência que o Brasil está vivendo perante o mundo. De fato, aproveitar o clima patriota que toma conta do país às vésperas da Copa pode ser a grande sacada de “Geração Brasil”.

Geração Brasil

Regina Casé pode ser a substituta de Faustão nos domingos globais. A informação que rola é de que a apresentadora, que comanda – com êxito – o “Esquenta!” (Globo, dom., 12h30), seria uma das favoritas ao cargo. A especulação surpreendeu quem apostava em Luciano Huck como o sucessor de Faustão, que pretende se aposentar até os 70.

Circulou na imprensa esse final de semana, junto com as notícias de que o ator Roberto Bolaños, o Chaves, estaria em estado grave e terminal, uma história de que o SBT já teria pronto em seus arquivos um programa especial para ser apresentado assim que Chaves morresse. A emissora negou tudo, claro. Mas, sei lá. Economia de tempo, em TV, é o que há.

Show de horrores à vista: está marcada para hoje, às 18h45, na RedeTV!, a estreia do “Muito Show”, programa de variedades derivado do antigo “Morning Show”, extinto na semana passada. O “Muito Show” conta com a apresentação de Vinícius Vieira, o eterno Glulgu do Pânico, Babi Rossi, ex-panicat, e Andressa Urach, vice-miss bumbum, ex-Fazenda e eterna subcelebridade barraqueira.

Indicação do ~~~leitor~~~ 

“Eu adoro ‘Grey’s Anatomy’ (Sony, qua., 21h). Todo mundo fala: ‘ah, mas é tão velha essa série, tem tantas novas legais’. Mas eu a amo. Assisto desde os meus 14 anos e sempre espero ansiosa pelos novos episódios. É minha preferida porque eu adoro esse coisa de anatomia, cirurgia, gente doente, morrendo, vivendo, os médicos abrindo e curando. Claro que sempre espero por melhoras, e não quero que aconteçam coisas ruins a ninguém, mas é a adrenalina de ver o que acontece com o corpo humano quando estamos com algum problema. Aí, como em toda série, tem o lado pessoal dos personagens, a vida fora do hospital, o romance entre eles, a alegria e as tristezas. Mas, em ‘Grey’s Anatomy’, sempre alguém morre, o que é bem triste porque sempre são personagens queridos e importantes da série.”

Natália Dal Pizzol, 24 anos.

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APLAUSOS para a homenagem do “Fantástico” (Globo, dom., 20h45) aos 20 anos da morte de Ayrton Senna. O programa ligou a edição apresentada no domingo da morte do piloto ao exibido 20 anos depois, fazendo uma interessante costura entre passado e presente. Para coroar, o cenário todo interativo do programa de agora foi possibilitou que o outro cenário, de 1994, pudesse reconstituído, com os apresentadores atuais. Muito legal.

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TOMATES para o Cine Fã-Clube (Globo, sáb, 14h30). A sessão, que foi criada para ocupar o buraco deixado pela finada “TV Xuxa”, tinha como proposta apresentar filmes estrelados por popstars e gente do tipo. Até manteve a essência no começo, mas, de umas semanas para cá, está se tornando uma versão reloaded da extinta “Sessão de Sábado”.

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Considerações finais

Uma das melhores novidades do mundo televisivo dos últimos tempos, o canal Viva completa, agora em maio, quatro anos. E, como não poderia deixar de ser, conta com ótimas estreias. Só nessa semana, os telespectadores do canal poderão se deliciar com o ótimo “A Diarista”, que estreia amanhã, e a maior vitrine televisiva do rock Brasil oitentista, o clássico “Mixto Quente”, na quinta. Ainda vamos ter, entre outras atrações, a reprise dos clipes do Fantástico, apresentados pela sumida Valéria Monteiro. Imperdível.

Agora, pode discordar de mim. Eu gosto.
Thiago Bulhões

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