Big Bode Brasil

É inquestionável: a 14ª edição do Big Brother Brasil, que chegou ao fim no último dia 1º, foi o maior fiasco de toda a história do programa. Em minha opinião, ainda não roubou do BBB 12 o título de pior edição, mas os números não concordam comigo. A média geral foi de 22,8 pontos – a menor da história. Até então, o nada honrado título de menores números pertencia às edições 11 e 13, empatadas com média de 24,8 pontos. Em contrapartida, a 14ª edição bateu recorde de faturamento arrecadado com patrocínios, além de trazer aquela que foi a maior torcida organizada da história do programa. O desempenho dos seguidores de “Clanessa” (o casal formado por Clara e Vanessa, a vencedora) foi essencial para a decisão, que contrariou enquetes dos portais especializados e ainda desbancou o suposto favorito da edição – o dispensável Marcelo.

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O fracasso no Ibope pode ser explicado por diversos fatores, que entram em confronto com a própria essência do programa. Para começar, é inegável não ressaltar o desgaste do formato. No ar desde 2002, a dinâmica do reality não mudou – e também, pudera, nem tem como mudar. Apesar das novidades apresentadas pela direção do programa a cada ano, a base do BBB continua sendo a mesma: um jogo de convivência, em que os participantes são eliminados de acordo com a preferência do público, até que sobrem os finalistas. E com jogadores cada vez mais “estudados” na área, é comum que as estratégias tomem o lugar da espontaneidade, que é o que de fato preenche e renova o programa.

O tal desgaste do programa se reforçou nessa 14ª edição. Tudo começou com uma estreia pouco esmerada, sem grandes delongas. Depois, um caótico “BBB turbo” se instalou e eliminou, em duas semanas, cinco participantes sem chance de defesa. Por fim, uma série de provas bobas mostrou que a criatividade da produção está em baixa. Falando em criatividade, os devaneios de Pedro Bial, nas eliminações, também foram outro fator reduzido nesse BBB, resumidos a poucas frases antes do anúncio do participante excluído. Se considerarmos os candidatos, ainda há mais uma crítica a se fazer. Os estereótipos parecem ter se esgotado – isso justificaria o elenco “mais do mesmo” escolhido para essa edição.

Apesar dos pesares, dizer que o fim seria a única saída para o BBB soa um tanto quanto extremista. Bem ou mal, legal ou chato, o programa ainda toma conta da boca do povo nos primeiros meses do ano. Tudo isso porque, mesmo desgastado, alimenta o público daquilo que lhe é ávido desde que a civilização é civilização. Permite que se fale e julgue, sem culpa, a vida alheia.

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 A TV está tomada de estreias saudosistas nessa semana. Desde segunda, o Viva reprisa a clássica “Dancin’ Days” (seg. à sab., 0h), de 1978. Já a Warner veio com uma atração inédita, mas com gosto de nostalgia. É a série “Surviving Jack” (seg., 20h), com ação passada nos anos 90. E na Globo, “A Grande Família” estreia sua última temporada, toda especial (qui., 22h30).

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A recusa de Caio Castro para protagonizar a próxima novela das 18h, “Boogie Woogie”, provocou uma verdadeira dança das cadeiras em outras produções. Marco Pigossi, que protagonizaria o remake de “O Rebu”, foi remanejado para a novela. Agora, é Daniel de Oliveira, no ar em “Doce de Mãe”, que fará o papel de Marco na produção das 23h.

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Essa é para os cinéfilos: o filme sobre o apresentador Chacrinha, morto em 1988, vai sair do papel. A Ancine liberou verba de R$ 6 milhões para a produção do filme, que deve ser roteirizado por Pedro Bial. Enquanto o filme não fica pronto, dá para matar a saudade de Chacrinha, ou mesmo conhecê-lo, pelo Viva, na reprise do “Cassino do Chacrinha” (seg., 20h).

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Indicação do ~~~leitor~~~ 

“Gosto do ‘Profissão Repórter’ (Globo, ter., 23h50), e acho que não tenho uma explicação direta para isso. Na verdade, esse programa começou a me interessar quando comecei a faculdade de jornalismo. Além disso, depois que comecei a vivenciar a profissão, percebi como é encantador a construção de cada reportagem e pude ver esse programa com olhos mais ‘jornalísticos’.”

Priscila Dias, 21, estudante de jornalismo. 

APLAUSOS para a estreia de “Meu Pedacinho de Chão”. Talvez seja um pouco cedo para dizer isso, mas a nova novela das 18h parece ser fenomenal. A direção e a estética do diretor Luiz Fernando Carvalho estão presentes e melhores do que nunca, em uma produção totalmente inovadora. No elenco, aplausos especiais para Juliana Paes, segura e encantadora vivendo sua Catarina de modo tão inquieto.

TOMATES para o aplicativo do “Superstar”, novo reality musical da Globo. As falhas no sistema, que prometia ser inovador, ofuscaram a estreia do programa, que tem uma dinâmica interessante. O resultado foi tiro, porrada e bomba nas redes sociais e, posteriormente, dentro da emissora. Segundo o site “Na Telinha”, a reunião para apurar as falhas do app foi tensa.

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 Considerações finais…

A coluna lamenta, profundamente, mas profundamente mesmo, a morte do ator José Wilker, no último sábado. O cara era o cara: inteligente, competente, versátil, charmoso e irreverente – e isso não é excesso de adjetivos causados pela comoção, não. Agora, vai ficar difícil ver “A Próxima Vítima”, no Viva, sem sofrer um pouco por não ver mais Wilker em ação. Já está fazendo muita falta. #RIPWilker

 JOSÉ-WILKER

Agora, pode discordar de mim. Eu gosto.
Thiago Bulhões

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