Tudo o que você precisa é de amor

Tudo o que você precisa é de amor“, Beatles.
 Não, amar não é tão utópico, mesmo nos dias atuais. Um grande erro da população é confundir relacionamento com amor. E não estou citando os “fast relationships” (designação criada por mim, para definir namoros de uma ou duas semanas); e sim, de todos os relacionamentos. É claro que os de verdade envolvem amor, mas tentem entender: o amor está em todo o lugar.
Sim, em todo o lugar. Quando você vê uma pessoa se ferindo e você se dispõe a ajudá-la (conhecendo ou não), você está praticando um ato de amor; quando uma mãe se descobre mãe, ali, aflora um sentimento de amor (que será eterno) para com o seu filho; em um exemplo mais dramático e abrangente, quando ocorreu o ataque às Torres Gemias, não haviam mensagens ou declarações de ódio e raiva, e sim de saudade, esperança e amor, muito amor. O amor está em todas essas situações citadas, e não são as únicas, evidentemente.
Há uma citação em um filme, Simplesmente Amor, que deixa claro tudo isso, dizendo: “Sempre que me entristeço com o mundo, penso nos portões de chegada do Aeroporto de Heathrow. Dizem que vivemos num mundo de ódio e ambição, mas eu não acho. Sinto que há amor em todo o lugar. Nem sempre algo que valha alguma manchete, mas está sempre ali. Pais e filhos, mães e filhas, maridos e mulheres, namorados, namoradas, amigos antigos.
Eu poderia muito bem parar o meu post por aqui, mas quero ir além. Me incomoda muito as pessoas em meio à brigas fazerem o descaso da pessoa com o termo “mau amada”, ou então em meio a choros se desabafar dizendo “ninguém me ama”. Espere um pouco, ouça o que está dizendo, como ninguém o ama? Você não pode ser tão insuportável a ponto de não haver uma pessoa sequer, entre 7,046 bilhões de pessoas no mundo, capaz de te amar.
Acredito que as definições de amor vão muito além do que se espera. Estão em pequenas coisas, não creio que amor seja algo que deva ser levado para a vida toda para ser, efetivamente amor. As coisas mudam, são esquecidas, as flores são plantadas, florescem e um dia murcham. Imagine uma mulher, que cai em um meio fio, ela se machucou, mas entre o vai e vem das pessoas em ritmo acelerado, típicos do século XXI, um sujeito, do nada, desconhecido, nem sequer sabe seu nome, ou mesmo seu rosto lhe parece familiar, mas ele dedicou o seu precioso tempo para estender a mão e perguntar “você está bem?”; Naquele momento, a mulher foi amada pelo homem. Logo que levanta, ela o agradece e ambos voltam à sua rotina diária, provavelmente nunca se verão novamente; e, portanto, não continuarão se amando, mas por alguns minutos o amor esteve ali!
Isso tudo é tão despretensioso que parece banal, mas não é. A ideia de plantar um pedacinho de amor diariamente é linda e funciona como um viral, as pessoas recebem, aprendem e praticam e, com o tempo, elas vão percebendo que o amor é bom e que está em todos os lugares.
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Foto de arquivo pessoal. Minha mãe e eu.
A partir desta descoberta, eu gostaria muito que as pessoas aprendessem que este sentimento posto em discussão não é encontrado apenas em uma pessoa que lhe dará filhos, mas nos próprios filhos, em amigos de longa e curta data e pessoas desconhecidas que você se dispõe. O mundo ainda não está perdido, apenas precisa aprender, aprender e aprender, para em seguida amadurecer a ideia de amor e então reparar a sua prática.
A prática de amor de doação que hoje eu acho mais perfeita para um exemplo é a decisão de amar incondicionalmente um desconhecido, para toda a eternidade, prometendo lhe proteger, cuidar, ensinar, acompanhar e guiar. Ocupando um espaço único na vida do protegido, o de mãe. Ato mais conhecido como adoção. Parem para pensar que situação linda, a MÃE passa a amar aquela criatura que não é de seu sangue, como FILHO. Ela irá cuidar de alguém que não gerou, mas ambos terão uma relação de afetividade tão grande que o amor será semeado e em breve ambos estarão destinados a se amar, para sempre.
Termino este post afirmando uma adaptação de seu próprio título: “Tudo o que o mundo precisa é de amor“.
 Coloque mais água para esquentar, a trilogia do amor ainda não acabou.
Um case e um café, por favor. Beijos com cafeína,
Guilherme Morais
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