We could belong together, ARTPOP

“Saudações de Eros. Deus do desejo sexual, filho de Afrodite. Deite e festeja, enquanto esse áudio te guia através de novas e animadoras posições.” Seja bem vindo ao ARTPOP.

Se Lady Gaga havia sumido por um tempo, ela tinha um motivo. Motivo esse, era a criação desse incrível álbum. Demorou, mas veio. Este, é o quarto disco da carreira da diva, e tem a dura missão de fazer Lady Gaga retornar aos charts e fazer com que outras pessoas, exceto seus little monsters, voltarem a gostar de seu som.

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Dessa vez, Lady Gaga parece ter feito certo. Provavelmente ela deve ter entendido que seu maior marketing é ficar quieta. Talvez um dos motivos de um possível descontentamento que boa parte do público teve com Born This Way, foi falar demais e criar expectativas demais: “Música dos gays entre 25 anos” “O álbum da geração” etc, etc. Outro motivo é que o BTW foi um disco mais pessoal, e não soava tão radiofônico como os álbuns anteriores.

Pra mim, a diva acertou em cheio em seu novo disco. Tudo nele tem um porque, um motivo e, claro, alguma “filosofia” que só ela consegue explicar. O CD é uma mistura de bastante coisa, tem conceito, sexualidade, e muita, muita, mas muita qualidade.

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Permeando em falar sobre sexo, drogas, feminismo, padrões de beleza e fama, as músicas que mais se destacam junto a homenagem de Gaga para Donatella Versace em “Donatella”, são “Sexxx Dreams”, “G.U.Y”, “Venus” e “Do What You What”. Na verdade, todas são muito boas. E não consegui achar um defeito tão visível. De faixas que ela deveria ter pensando mais um pouco em ter colocado no álbum, eu não consigo identificar. Talvez a mais fraquinha seja “Fashion”. O incrível mesmo é como a diva consegue colocar a farofenta (mas de qualidade) “Swine”, num mesmo álbum onde a balada “DOPE” também é lembrada.

Agora, depois desse incrível álbum, só me resta confirmar que a frase “A cultura pop estava na arte, e agora a arte está na cultura pop, e em mim (Lady Gaga)!” está  totalmente correta.

Café e Pop na minha xícara, por favor. Três beijos.
Marcos Paulo

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