Mais que líderes: Marcas!

Você já parou para pensar de onde veio o Papai Noel, dia dos namorados, dia do sexo e etc? A páscoa, o natal e alguns dias santos tudo bem, vieram da bíblia e possuem um contexto histórico religioso. Mas e os demais? Certamente o dia dos namorados não saíram da bíblia, muito menos o dia do sexo.

E se eu te dissesse que foram as marcas que instituíram e, através de um eficiente trabalho de comunicação, acabaram sendo abraçados pela população e aderidos como uma real data comemorativa ou personagem/símbolo? Estranho!? Talvez, mas é real.

Uma marca, hoje, têm maior poder até que o governo e isso é dito com total tranquilidade e certeza. Visto que as pessoas confiam mais, se identificam mais e agregam um valor maior na marca do que em seu próprio órgão instituído para cuidar do bem comum destas.

Se, por exemplo, um líder – no caso presidente – afirmar um fato e a Coca-cola – representando as marcas – desmentir este fato, mesmo sem comprovar, certamente grande, mas muito grande parte da humanidade irá confiar na marca e aderir o que a marca impôs, contradizendo a palavra de seus líderes. Isso faz pensar e refletir sobre: Então quem realmente são nossos líderes? Isso ocorre, além do fato dos políticos perderem sua credibilidade devido a tantas mentiras e facetas praticadas – que passa a dar-lhes o tabu de ‘todo o político é ladrão’ -, as marcas têm em si um planejamento e uma manipulação na hora de comunicar-se, introduzindo na cabeça dos indivíduos uma identidade visual e um significado emocional, sendo, assim, mais íntimo.

Além influenciar ideias a marca têm o poder de instituir datas comemorativas aos calendários e personalidades às datas comemorativas já existentes. O Papai Noel, um grande exemplo disso, é uma figura eminente no Natal em todo o mundo e na realidade foi um personagem criado por ninguém mais, ninguém menos que Coca-cola, na década de 30; com o objetivo de associar uma imagem de uma boa pessoa ao capitalismo de sua essência. E deu certo, muito certo! A partir disto o Natal passou a ser caracterizado pelas cores vermelha e branca, que são as cores da marca e, também, das vestes do bom velhinho. O sorridente senhor de idade em vestes peculiares e alegres vendeu tanto e teve um trabalho comunicacional tão bem feito em cima de si, além da criação de uma história para contextualiza-lo, que acabou sendo aceito pelas pessoas, posto como um personagem/símbolo real do natal e usado por outras marcas para propagar (futuramente) suas promoções da data.

Papai_Noel_Santa_Claus_Haddon_Sundblom_Coca_Cola_Coke_Natal

Menos impactante, mais atual, mas não menos genial é o dia do sexo. A data para a comemoração do desejo carnal foi criada pela maior agência de publicidade e propaganda do Brasil, África, para a marca de camisinhas Olla. A ideia era simples: Tinham pouca verba para a construção de um VT, mas precisavam propagar; como solução resolveram mobilizar as pessoas para defender a causa de um dia dedicado ao sexo e, por fim, entrava o nome da Olla como apoiadora da causa. E fim, hoje a data é comemorada pela marca, pelas pessoas e, inclusive, por outras marcas.

olla2

O Dia dos Namorados, por sua vez, partiu de um slogan da década de 50 que dizia “Não é só com beijos que se prova o amor” (inspirado no Valentine’s Day, comemorado nos Estados Unidos), para as Lojas Clipper e PAM todos os outros comércios aderiram à proposta!

dia_dos_namorados_clipper

Finalizando a cartela de exemplos com a marca Johnson’s Baby, que pensando no bem estar dos seus clientes criou o dia do bebê pomposo que, futuramente, passou a chamar Dia das Crianças, querendo um dia dedicado aos seus principais usuários! Adotados, também, pelo o país!

Ações simples, ideias brilhantes e execuções fascinantes. Quem sabe o dia do café não acabe virando um dia debute aos divos do mundo!?

Um case e um café, por favor. Beijos com cafeína,
Guilherme Morais

Anúncios