Bling Ring, a história desperdiçada

“Nunca vi tanto Louboutin e Chanel juntos” Julio Carinhato.

Minutos antes de ir à sala de cinema assistir o filme baseado em fatos reais de assaltantes das celebridades de Hollywood que teve como nome Bling Ring eu li rapidamente um comentário que dizia “Eu sou tão chata a ponto de ser a única que não gostou do filme Bling Ring?”, revoltado não continuei lendo.

Como não gostar de uma história tão maravilhosa? Banhada de Prada, Chanel, Louis Vuitton, sapatos, bolsas, vestidos, camisas, óculos e jóias maravilhosas? Como não gostar de jovens que assaltaram Paris Hilton, Megan Fox, Lindsay Lohan e outros? Como não gostar de um Gossip Girl delinquente? E ainda ter como cereja do topo a Emma Watson no elenco principal? Como não amar a origem da gif clássica da linguinha de Emma seduzindo?  Impossível.

Bling-Ring-Cover-Livro

Expectado pelo clipe que tem como trilha a música 212 de Azalea Banks e pela matéria incrível e apaixonante da Vogue Brasil com a diretora Sofia Coppola falando sobre sua inspiração ao criar o filme, que veio de uma matéria que levou o nome “Os criminosos usavam Louboutins“, fui ao cinema.

Aos 20 minutos de filme minha amiga e eu tivemos um pequeno e súbito impulso de levantar e se retirar, estava chato. Mas dei novas oportunidades, imaginei que pudesse ser daqueles filmes chatos contínuos que fechavam de uma maneira tão genial que tudo valeria a pena, como é em O Ilusionista.

Porém fui surpreendido mais uma vez, com uma direção pecaminosa em takes sem proveito de imagem, cenas entediantes e sem bg alguma. Com texto pobre e sem explorar a história com perspectiva analítica o tão esperado Bling Ring desperdiçou uma das histórias do psicológico jovial norte americano mais interessante que já existiu!

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Emma… Ah Emma; Totalmente diferente de Hermione, Emma arrasa em seu papel, mas por que a senhorita está no meio do fly? Para dar credibilidade ao filme. Sim, Emma não é nem a peça chave quanto mais a principal da história, pelo contrário. A amadinha pelo público passa a aparecer com mais frequência no final, mas nem aí é o foco da narrativa.

O filme que prometeu ser o filme do ano e foi apenas mais um filme, ao menos para mim, tem como figurino uma infinidade de marcas cogitadíssimas no mundo fashion e isso tem pirado alguns jovens que desejam se vestir igual (mesmo o fashionista e gay da história se vestir comum e as meninas se vestirem com um mal gosto notável).

Sem mais delongas o filme foi uma grande decepção, mas vale a pena conferir pela história que ele carrega (não o texto, mas a história) que é indiscutivelmente muito interessante! E eu te digo cara desconhecida mencionada a cima: não, você não é a única.

Um case e um café, por favor. Beijos com cafeína,
Guilherme Morais

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