Nu

A partir de um questionamento do meu amigo (pessoal e de blog), o divo Thiago Bulhões, passei a maquinar sobre o tema Nudez. Este fato já fez parte do cotidiano, já constrangeu muita gente e hoje passa a ser banalizado na sociedade.

Acredito que para os primórdios a nudez era comum, pois não havia outra maneira de convívio, mas a partir da necessidade de se proteger do frio surgiram as roupas. Com o tempo, tecnologia e processos de produção as roupas passaram a se tornar algo além da necessidade, mas parte de uma cultura civil sinônima de ética.

A procura por status e um lugar de valor agregado na sociedade, a competição pelos melhores e mais caros tecidos, igualmente às roupas, abriram as portas para que o desejo fosse depositado à elas; como se fizessem parte de algo além, como se fizessem parte do próprio ser humano.

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Isso explica o motivo do choque quando estes se deparavam com o corpo humano descoberto. Mas por que descobri-lo se causa comoção e polêmica? Com o tempo os meios de comunicação em seus clichês não conseguiam mais se destacar ou chamar a atenção de seu consumidor, para isso, como solução usaram o nudismo, chamando a atenção mesmo que chocassem. A moda por sua vez passou a utilizar a ausência das roupas por um conceito original.

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Hoje o nu ainda constrange algumas pessoas devido à ‘bons costumes’ originados de seus antecessores. Porém os mais modernos conseguem apreciar o corpo humano como uma arte. A sociedade contemporânea aprendeu a ver a beleza das curvas do corpo nu, mesmo em meio a uma sociedade de consumo desenfreado e busca pela exclusividade em bens materiais.

Devido a isso não acredito que o nudismo tenha sido banalizado, mas tenha achado seu ponto de equilíbrio entre o belo e o constrangedor. Mas é evidente que este é mais facilmente aceito e incluso ao nosso cotidiano com o vigor que décadas passadas não tinham.

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Mas até onde o nu ultrapassa o belo e encontra o conceito ‘vulgar’? Iluminação, composição, enquadramento, posição e disposição e, principalmente, objetivo da foto feita são os artifícios que irão diferenciar uma foto produzida com fins pornográficos e com fins artísticos.

Muitas vezes por um descuido uma foto pornô pode se tornar uma bela foto e vice versa. A Playboy é um exemplo disto, a revista masculina têm como finalidade fotos pornográficas, mas inúmeras ultrapassam as barreiras da vulgaridade e chegam à uma delicadeza genuína do corpo feminino.

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Bob Wolfenson é um dos fotógrafos que conseguem o feito. O glorificado fotógrafo é cogitadissimo por conseguir em suas fotos o tão procurado ‘sexy sem ser vulgar’, consegue transformar suas modelos em obras primas.

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Outra vertente que pode ser levantada para esta questão são as mulheres e homens que posam despidos para fotos. Até onde eles são profissionais e exibicionistas? E as atrizes que posam, criam um personagem ou simplesmente são elas mesmas expostas às lentes da câmera? Acredito que para ambos os estilos de fotos (pornográficos ou artísticos) os fotografados são apenas si mesmos expondo-se com muita coragem e segurança para com seu próprio corpo (o que admiro muito). Mas a partir do momento em que estes se dispõe a tirar fotos em web cam’s e celulares (fotos caseiras) passa do profissional à farra!

Neste mundo contemporâneo tudo muito bem dosado consegue chegar à uma arte admiravelmente vertiginosa. Que o nu faça parte de nossas vidas, valorizando as sombras projetadas por nossas curvas corporais em um belo e não vulgar nu.

Um case e um café, por favor. Beijos com cafeína,
Guilherme Morais

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