Passarela e Palco para Elas!

Não é de hoje que tenho percebido uma certa presença excessiva de personalidade nas campanhas de grandes marcas, como Prada e Dior, por exemplo, onde depositam toda a atitude que a peça de roupa em conjunto com a marca podem carregar em suas modelos.

Para expressar essa intensidade as modelos contratadas são obrigadas a ultrapassar sua capacidade de desfilar e manterem-se magras para se tornarem verdadeiras atrizes. Verdadeiras, pois não são cenas comuns, falas comuns como do tipo “Compre este desodorante, ele é tudo e mais um pouco”, mas falas atormentadas, gritos e olhares ousadamente perturbados.

Talvez uma geração de ‘modelos atrizes’ esteja por vir. E as modelos que não forem além das passarelas POSSIVELMENTE terão seus dias contados nessas marcas – pelo menos por enquanto.

Para ilustrar dou destaque à uma campanha de alto inverno 2013 da grife Prada (campeã em propagandas exigentes com a atuação de suas modelos) que me encantou profundamente:

É incrível a tensão que essas modelos e verdadeiras atrizes conseguiram fazer (nos mais exatos 0:55 de filme).

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Um case e um café, por favor. Beijos com cafeína,
Guilherme Morais

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