Cory Over(dose)

Na noite do dia 13 deste mês todos foram dormir com a triste notícia que baqueou o mundo: o protagonista da série Glee, Cory Monteith, havia sido encontrado morto em um hotel de Vancouver, Canadá.

Assumo ainda ser estranho ver as fotos do ator, com seus 31 anos de idade, sendo estampadas nas revistas e sites de todo o mundo anunciando a sua morte e, ainda, a possibilidade dela ter sido ocasionada por abuso do uso de drogas ilícitas, overdose.

Sério? O cara atua em uma série que prega o amor e a boa índole pelos melhores e mais direitos meios e mesmo assim não aprende nada com o próprio personagem que interpreta?

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Estou com uma pequena revolta dentro de mim unida a um luto; vi o astro cantar, dançar e falar sobre uma vida de um futuro bom e o responsável a dar vida ao personagem simplesmente morre. A morte não é algo controlável, mas sendo brutal em meus pensamentos foi uma escolha feita por ele (com ou sem influência externa ou mesmo interna – em seus pensamentos esvanecidos por uma tristeza não controlada).

No dia de hoje a autópsia oficial foi, finalmente, liberada e segundo o jornal The Independent, a polícia de Vancouver disse que o motivo da morte ainda é incerto mesmo após os primeiros exames, mas já é possível descartar overdose por drogas. Em contrapartida o site americano TMZ afirma que o ator morreu por overdose de heroína e álcool e também credita às informações às autoridades canadenses.

“Nós agora temos a causa da morte no trágico caso de Cory Monteith e esta foi por causa da mistura de drogas envolvendo principalmente heroína e álcool”, disse a legista Barbara McLintock no comunicado tirado do site EGO.

Agora o que resta a saber é quem está querendo esconder os reais motivos ou quem está querendo sensacionalizar o caso. Independente das reais condições o fato é que esse não é o primeiro nem o último caso. Desde o início dos tempos grandes nomes se afundam em drogas, deixando apenas saudade, em geral nomes épicos que serão eternos, a exemplo de Cazuza, Amy, Bob Marley… E eu fico pensando até quando as pessoas vão se dispor a este tipo de papel, em que são exposta no momento em que dizem o primeiro “sim” à oportunidade de se infiltrar neste meio.

Não sou ninguém para julgar ninguém, apenas gostaria muito que as pessoas cuidassem mais de si e pensassem mais sobre seus atos… Este tipo de decisão não afeta apenas si, mas todos que estão ao redor, mesmo sem inicialmente perceber.

Eu já perdi alguém por motivos semelhantes e sei a dor antes, durante e pós e apesar do meu egoísta pensamento de que cada um faz o que achar melhor da vida e que seja feliz para a minha vida eu prego mais não ao fim e mais sim à vida!

Vá em paz Cory, e desejo muito que em sua vida você tenha sido ao menos muito feliz!

Em um texto bem pessoal e, ainda, a efeito do acontecimento.
Guilherme Morais

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