Make Story

Divos e divas, hoje é a minha estréia aqui no blog! E a minha primeira dica é: Muita cafeína! Porque a história da maquiagem exigiu um poste a sua altura, ou melhor, ao seu comprimento!

Estabelecer marcos histórico é deveras perigoso e arbitrário, mesmo assim, farei algumas preposições delineando a história da maquiagem no mundo. Quando pensamos em maquiagem, na maioria das vezes lembramos-nos de quem? Cleópatra? Jezabel?  Katharine Hepburn? Bette Davis? Audrey Hepburn? Ingrid Bergman? Greta Garbo? Marilyn Monroe? Elizabeth Taylor? Talvez de nenhuma, ou quem sabe de todas, enfim, todas elas são grandes ícones, mas a minha linha cronológica começa muito antes…

MAKE

Os primeiros sinais da vaidade surgiram já no período paleolítico, quando os homens começaram a se reunir em grupos e precisaram se diferenciar hierarquicamente. Os Chefes adornavam-se com garras e dentes de animais ferozes, enquanto os feiticeiros e curandeiros diferenciavam-se com pinturas corporais consideradas “mágicas”.

Posterior a isso, surgem às pinturas de guerras, nas quais se usavam produtos a base de carvão e outros recursos naturais. No mundo grego as preocupações focavam na saúde e beleza do corpo, a maquiagem era pouco utilizada. Em contraponto no Egito e na Babilônia a maquiagem tomava contorno de status e fazia parte do rito de higiene diária. A partir desse momento, a maquiagem consagra-se como um ritual de beleza.

A notável representante desse período, considerado um marco do mundo da beleza foi Cleópatra.  A diva imortalizou-se como uma mulher poderosa e popularizou além de sua irreverência política, a estética. Cobria as faces com argila e maquiava os olhos com pó de khol (poeira preta condensada e solidificada de origem árabe, pode-se associar ao kajal).

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Já em Roma, as mulheres usavam farinha, miolo de pão e leite (de jumenta para as nobres) para hidratar a pele durante a noite. O que resultava em uma aparência translúcida.

No XVI a preocupação com higiene pessoal foi perdendo espaço e o uso da maquiagem e dos perfumes tornou-se de certa forma “necessário”. Com os desenvolvimentos científicos, pintar os lábios tornou-se moda no século XVII. As pomadas coloridas tornaram-se mais acessíveis e seguras.

A partir disso Paris firmou-se como autoridade em moda e a popularização aconteceu em 1892, com o lançamento da revista Vogue. Entretanto, somente no século XX, por meio dos avanços da indústria química o uso dos cosméticos tornou-se ostensivo. Foi na década de 20 que a maquiagem tornou-se de uso geral, o motivo? As produções cinematográficas. Em detrimento dos recursos precários que dispunham em sua gênese, recorriam à maquiagem como única forma de modificar a aparência dos personagens.

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Depois de tanto frenesi, veio a Segunda Guerra Mundial que estagnou as fábricas de cosméticos, como todas as outras que não eram do ramo armamentista, e as mulheres passaram a preparar seus produtos em casa mesmo. A maquiagem retorna mais forte do que outrora na década de 50, com o estilo fake – pele pálida, lábios realçados e olhar delineado. Os anos 60 adentram por completo o mundo dos jovens e a indústria aprimora as embalagens, os layouts, etc.

Nos anos 70, Dior, Chanel, Yves Saint Laurent entre outros divos e divas queridinhos até os dias de hoje, ditavam os novos tons de sombra, batom, etc. Visto que as maquiagens acompanhavam as formas e cores das coleções de alta-costura francesa, italiana e inglesa. Outra incentivadora dos moldes de moda dessa época foi a era Disco que adicionou muito brilho e alegria as cores.

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A contribuição da década de 80 ficou por conta dos lançamentos de produtos e fórmulas evoluídas para cosméticos pigmentados.  Já a década de 90, a haute couture e estilistas de vanguarda como John Galliano e Alexander McQueen impulsionam as conservadoras Dior e Givenchy, alterando mais uma vez a história da moda & make-up. Hoje podemos nos beneficiar dos produtos que colorem, tratam, limpam, perfumam e protegem a pele e os cabelos como nunca antes na história da humanidade.

Atualmente para além da vaidade e da beleza, com o desenvolvimento de produtos que agregam na umectação e no controle do envelhecimento cutâneo, coloca-se in voga a saúde, com a proteção solar, os demaquilantes, datas de validade que precisam ser respeitadas, combate a elementos potencialmente cancerígenos encontrados em alguns corantes, chumbo, etc.

Entramos em uma nova era, onde você é o que você pensa, faz, come, parece e também o que você veste. Não se permita pensar que essas questões são meras futilidades e status. Acho coerente afirmar que todos buscam um lugar ao sol. Quem sabe não falta se destacar também dessa forma? Segundo diretores de Recursos Humanos a maioria das pessoas se veste de forma inadequada para trabalhar pelo menos de vez em quando. É preciso balancear o conforto e o que o ambiente em que você está exige. Estar alinhado com a cultura do local que você frequenta é fundamental para ter destaque.

Limpe a marquinha de batom da xícara e até a próxima! Beijos,
Alessandra Ferreira

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