Motivos Para Sorrir

Sorrir pode até não ser o melhor – ou único – remédio, mas que faz bem à saúde os especialistas concordam. Pesquisa divulgada em 2006 pela Escola de Medicina da Universidade Loma Linda, na Califórnia (EUA), comprova que o riso colabora para aumentar a produção e a atividade no organismo das células NK (do inglês, natural killers), responsáveis por destruir vírus e até tumores presentes no organismo. E mais: o sorriso vem sendo utilizado como recurso de humanização no cuidado de pacientes em hospitais do mundo todo. Um exemplo é o trabalho de Doutores do Riso, onde pessoas se vestem com caracteres engraçados, geralmente de palhaços, e vão até os hospitais com o objetivo de trazer tranqüilidade e alegria aos pacientes.

Está comprovado que bom humor e otimismo vacinam nosso corpo contra todo tipo de doença. O funcionamento do corpo melhora e várias dores diminuem visivelmente.

Quem sorri estimula o cérebro a liberar endorfina e serotonina — substâncias responsáveis pela sensação de prazer e felicidade. Essas substâncias proporcionam uma sensação de leveza e bem-estar, além de ativarem o sistema imunológico. Essa imunização ajuda a prevenir, principalmente, doenças ocasionadas por elevado grau de estresse.

O sorriso combate a depressão e o estresse, diminui a pressão arterial, melhora a digestão, desintoxica o organismo, espanta a dor e até deixa a pele mais bonita. Além disso, se o indivíduo está sempre sorrindo, as pessoas irão querer sempre ficar perto dele e sua convivência social será muito favorecida.

Além das científicas o sorriso faz bem a saúde sentimentalmente falando, levando em consideração o fato de um sorriso sempre ser verdadeiro, mesmo que forçado já estimula um pequena quantidade de alegria. Um sorriso pode construir muitas coisas, sonhos, objetivos, esperança e vontade de viver; pode, também, destruir muitas tristezas e problemas.

Apesar dessas comprovações científicas e sentimentais grande parte da população prefere se entreter e se ocupar com desastres e tragédias, deixando-se afetar involuntariamente pela tristeza e desespero. Esquecendo da verdadeira essência da vida, a felicidade.

Ao perceber as pessoas e o mundo a minha volta conclui que não estavam sincronizados. As pessoas nunca se sentiam satisfeitas com o que tinham, na verdade nunca estavam satisfeitas com nada. Quando se trata de reclamar todos se manifestam, com argumentos e explicações, mesmo que não tenham finalidade a sociedade é capaz de encontrar defeitos, e se não encontrar inventam ou estranham e julgam duvidoso. Já para sentir as coisas boas, agradecer e admitir que está feliz ou que aquilo é excelente as pessoas hesitam, poucas são capazes de fazer essa declaração e muitas vezes quando fazem são acompanhadas pelo defeito.

Para quebrar essa maneira de enxergar o mundo resolvi desafiar as pessoas a falarem sobre suas alegrias e como se reerguem sempre, sem necessidade de passar pelo momento triste. E assim mostrar às pessoas que entrarem em contato com o projeto que elas também possuem motivos mais que suficientes para ser feliz, e essa felicidade se sobrepor a qualquer tristeza.

Assim com o auxílio de um amigo – Jair de Oliveira Júnior -, duas câmeras – uma para filmar e outra para fotografar – e um tripé fomos às ruas encontrar com as pessoas e seus motivos para sorrir. Paramos pessoas de variadas idades e estilos de vida.

Alana Ellora Moreno, 22 anos, estudante de Artes Visuais;

Ana Letícia Semtchuck, 19 anos, estudante de Enfermagem;

André Santos, 44 anos, Empresário e Fotógrafo;

Areia Ocampos, 20 anos, estudante de Publicidade e Propaganda;

Eduarda de Oliveira Lima, 21 anos, estudante de Gastronomia;

João Pezarini, 55 anos, Empreendedor;

Suelen Ramos, 22 anos, estudante de Administração e Direito;

Paola Cross, 24 anos, Cantora;

Talita Trento, 18 anos, estudante de Odontologia;

Sem preparações lancei a primeira e arrebatadora pergunta: “O que te faz sorrir?” a reação foi unânime, pedido de um tempo pra pensar, risadas aleatórias, dúvidas e provavelmente um turbilhão de pensamentos vindo na mente de cada um deles. Após algumas tentativas de declarar coisas coesas finalmente deram seu parecer; por mais estranho que pareça os motivos se assemelhavam, sendo festa, amigos e momentos.

Logo fiz uma segunda pergunta: “E você é feliz”; não surpreso todos deram a resposta que sim, alguns acrescentando com “muito feliz”. A explicação do porquê foi conseqüência, contudo mesmo assim muitos não sabiam construir uma resposta que justificasse sua felicidade. Mais uma vez as respostas se coincidiram, estando entre elas a existência da família, sua boa saúde e mais uma vez os amigos.

Desenvolvendo o fato de que não ficamos felizes eternamente e que existem momentos e fatores que nos deixam pra baixo entristecidos – afinal entristecer-se com alguns aspectos faz parte da vida, ela proporciona isso muitas vezes – perguntei como eles faziam para se reerguer diante a um momento difícil, voltar a sorrir mesmo que o momento não seja favorável. Nessa pergunta não houve grande hesitação, pelo contrário, a reação foi como se já tivessem que tomar essas decisões e como se o momento em que eles viveram essa grande tristeza passasse diante de seus olhos levemente entristecidos, mas felizes no fundo por terem vencido. A família se destaca como base sólida e firme para sustentar e apoiar seus corpos e mentes cansadas e perdidas; novas metas se destacam como um recomeço.

Feitas essas perguntas eu tinha em minhas mãos um material valioso sobre como ensinar e mostrar a sociedade que eles podem sim ser fortes e alegres. Que são capazes de sorrir nos momentos mais avassaladores. E para isso nem sequer precisa de uma receita, pelo contrário, são pensamentos e ações mais simples possíveis.

Espero que consigam compreender o que eu quis passar com este vídeo

Espero que façam vocês darem mil suspiros de felicidade e reflexão.
Beijos beijos
Guilherme Morais

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